sexta-feira, 25 de março de 2011

Tô na SeCa


No próximo dia 29 (terça-feira) ocorrerá na UFMA de Imperatriz a Semana do Calouro (SeCa), uma iniciativa do Centro Acadêmico de Jornalismo para receber aos calouros do curso. Através de mini-cursos e grupos de discussões, o CA pretende dar aos novatos a oportunidade de conhecerem melhor o curso e adquirirem bases teóricas e práticas para o desempenho diário como jornalistas, quando lhes forem exigidos. As atividades também têm como público os demais estudantes de Comunicação Social de outros períodos.

Os mini-cursos oferecidos são de Jornalismo Literário, Edição de Vídeo, Teatro do Oprimido, Mídias Sociais, Estêncil, Pinturas e Músicas Indígenas, Pinhole e Fanzine.

A grande novidade é o Teatro do Oprimido que trata-se de um estudo feito por Boal que

(...) Depois de exilado pelo regime militar, Boal se dedicou a pesquisar formas teatrais que pudessem ser úteis para oprimidos e oprimidas, criando condições para ultrapassarem o papel de consumidores de bens culturais e assumirem a condição de produtores de cultura e de conhecimento. Para tanto, sistematizou o Teatro do Oprimido, que poderia ser chamado de Teatro do Diálogo que, partindo da encenação de uma situação real, estimula a troca de experiências entre atores e espectadores, através da intervenção direta na ação teatral, visando à análise e a compreensão da estrutura representada e a busca de meios concretos para ações efetivas que levem à transformação daquela realidade.
Um Método teatral que se baseia no princípio de que o ato de transformar é transformador. Como diria Boal, aquele que transforma as palavras em versos transforma-se em poeta; aquele que transforma o barro em estátua transforma-se em escultor; ao transformar as relações sociais e humanas apresentadas em uma cena de teatro, transforma-se em cidadão. Um Método que busca, através do Diálogo, restituir aos oprimidos o seu direito à palavra e o seu direito de ser."

Nos grupos de discussões temos as diretrizes: Assistência Estudantil, Organização estudantil na UFMA, Pesquisa e Extensão, Reforma universitária, Estrutura física, Direitos e deveres, Qualidade de formação do comunicador, Democratização da comunicação, Combate às opressões, Cultura popular, Criminalização dos movimentos sociais e C.A's, D.A's e coletivos no Movimento Estudantil.

Enfim, eventos como esse ocorrem frequentemente na UFMA, mostrando a preocupação da instituição de, não só formar profissionais, e sim, ativistas sociais.

Dep. Reguffe dá exemplo de moral e caráter


Segue artigo na Veja que mostra o caso exemplar de um deputado federal que economiza o dinheiro público. Parabéns ao deputado Reguffe, caso algum dia ele venha a pleitear cargo mais elevado, deverá ser um formidável candidato.

Deputado diferente
Veja - 07/02/2011

José Antônio Reguffe, de 38 anos, foi o deputado federal mais bem votado do país em termos proporcionais. Escolhido por 266.465 eleitores, o equivalente a quase 19% dos que foram às umas no Distrito Federal, ele superou fenômenos televisivos, como Tiririca, e integrantes de clãs políticos tradicionais. No primeiro dia de trabalho, o parlamentar expediu seis ofícios à diretoria-geral da Câmara. Abriu mão do 14° e do 15° salários reduziu o número de assessores no gabinete, cortou gastos com salários de assessores e diminuiu sua verba de atividade parlamentar. Como morador de Brasília, naturalmente também abriu mão do auxílio-moradia e das passagens aéreas. As medidas resultarão em uma economia de 2,4 milhões de reais nos próximos quatro anos. Se elas fossem seguidas por todos os 513 deputados, a economia chegaria a 1,2 bilhão no mesmo período. Reguffe tomou medidas idênticas quando exerceu o mandato de deputado distrital em Brasília. Além de ter demonstrado que é possível um parlamentar trabalhar sem mordomias em excesso, o deputado brasiliense teve uma votação que prova como isso está em sintonia com o que pensa o eleitor.
QUINZE SALÂRIOS
O primeiro ofício que José Antônio Reguffe enviou à diretoria-geral da Câmara foi para pedir que não fossem depositados em sua conta os dois salários que os depurados recebem anualmente chamados de "ajuda de custo". Trata-se, na prática, de um 14° e um 15° salários, de 26723,13 reais cada um. Ao longo dos quatro anos de mandato, a medida levará a uma economia de 213785,04 reais para a Câmara.

"Esse foi um compromisso com meu eleitor. Não acho que seja correto que um deputado tenha direito a salários extras. Todo trabalhador recebe treze salários por ano. Portanto, nada mais lógico que um representante desse trabalhador também receba apenas treze salários por ano. É o justo."

COTA PARLAMENTAR

A Câmara criou uma cota para custear todos os gastos dos parlamentares com seu trabalho. Com valores que vão de 20030 a 34000 reais mensais, o dinheiro deveria ser usado para pagar despesas com passagens aéreas, selos, telefone, combustível, aluguel de carros e pagamento de consultorias. Como a fiscalização é muito frouxa, são frequentes os indícios de uso irregular. Reguffe pediu que sua cota fosse reduzida de 23030 reais para 4600 reais. Em quatro anos, a economia com a medida será de 884640 reais.


"Esse valor de 23030 reais é exorbitante, excessivo. O mandato parlamentar pode ser exercido com qualidade a um custo bem menor para os contribuintes. Pela minha experiência na Câmara Legislativa, acho que 4600 reais é um valor viável. É suficiente para manter o gabinete funcionando bem."

VERBA DE GABINETE E ASSESSORES

Os deputados têm direito a 60000 reais para contratar até 25 assessores para seus gabinetes. Reguffe estabeleceu junto à direção da Câmara que terá no máximo nove assessores e que não gastará mais que 48000 reais com os vencimentos, uma redução de 20% na verba. Só com os salários, a economia será de 624000 reais ao longo dos quatro anos. Mas ainda há o enxugamento de benefícios. Apenas com vale-alimentação dos dezesseis funcionários que não serão contratados, a Câmara economizará 514560 reais até 2014. "O número de assessores a que um parlamentar Tem direito é excessivo. Nós precisamos de bons Técnicos para exercer um mandato digno. Agora, 25 assessores. Se todo mundo vier trabalham; o gabinete não comporta nem a metade. É um gasto que parece servir como uma espécie de estatização de cabos eleitorais. Eu tenho um gabinete que vai me servir bem, que vai me dar amparo, sem precisar de tanta gente."

Noites conturbadas Imperatriz


Nesta sexta, 18, fui acometido por uma febre alta, seguida de dores no corpo. Cheguei ao Hospital Santa Mônica e liguei o “faro jornalístico”. Já comecei a prestar atenção desde a entrada da recepção. Observei a limpeza e o espaço para os enfermos, até aí tudo em ordem. No entanto, o espírito mercenário logo se manifestou. Estava muito fraco, e como já disse, repleto de sintomas, queria muito ter me sentado e esperado o cadastro na recepção que era feito pela minha Avó, mas permaneci em pé ao lado do balcão, para continuar a avaliar o atendimento. Demorei em média 10 minutos para ser cadastrado (e olha que eu já era cliente) até ser encaminhado para a sala de emergência, onde já estava deitada no leito uma senhora com os mesmos sintomas que os meus. Ainda na recepção, fui informado que não havia leitos, caso fosse necessário uma internação.

Enquanto aguardava atendimento, a até então enfermeira pra mim, que só depois de um diálogo aberto e amistoso soube pela própria que era, na verdade, uma técnica em enfermagem graduada pelo EQTEI. Esta cumpriu todos os procedimentos básicos de assepsia, mas pecou ao não usar luvas e ao manter suas unhas um tanto compridas, que podem acumular germes e bactérias, pois ela é uma profissional que está em contato com esses seres microscópicos a todo tempo, podendo contaminar os enfermos.

Conversando com o médico, perguntei, em mais uma conversa aberta, por que os leitos estavam lotados. O doutor me disse que nesta época os casos de dengue aumentam, apesar de toda a política de combate à doença que o Ministério da Saúde promove anualmente, e a maioria dos leitos estão ocupados por isso. E tem mais, minha companheira de leito revelou que antes de vir pro Santa Mônica, esteve no São Rafael e constatou que lá também estava com os quartos ocupados.

Ou seja, Imperatriz enfrenta um grave aumento de população e os nossos Hospitais particulares, em épocas de epidemias não estão comportando a demanda. Assim, é preciso que haja ainda mais investimentos na ampliação destes ou na construção de novos centros de saúde. Se os hospitais particulares estão lotados, imagino os postos de saúde ou nos públicos como estão.

Minha Avó deu uma saída enquanto eu estava sendo medicado e voltou em poucos minutos acompanhada de uma amiga que trabalha como faxineira do hospital. No papo entre as duas, a funcionária revelava que estava em uma jornada de trabalho desde a tarde, só terminaria o turno pela manhã. Depois disso, reparei que a enfermeira aparentava cansaço e perguntei, usando um sorriso amigável para disfarçar o caráter de repórter se a mesma estava cansada. Ela me respondeu que sim, pois estava desde a tarde de plantão, e assim como a faxineira, só seria liberada pela manhã. Além disso, no dia seguinte a tarde ela viria trabalhar “quebrando um galho” para uma companheira de trabalho. 

Tal atitude imposta pelo hospital, de trabalho por três turnos, é um tanto pesado, pois coloca os mesmos em desgaste físico e mental, que a longo prazo limitam a capacidade destes de exercerem sua profissão, ainda mais neste caso quando a funcionária agravou sua situação física, por mais que estivesse acostumada, mas o cansaço aparente é a prova que ela tem seus limites.

Ao ser liberado para casa, desci da cama e ao calçar minha sandália, acabei pisando em um pequeno caco de vidro, me causando um corte leve. Eu nem me importei na hora, mas a Técnica em Enfermagem tratou de passar algodão molhado no álcool e só depois fiquei lúcido que poderia estar exposto a uma infecção hospitalar. Preocupada, ficou justificando o caco por uma dificuldade de limpar tudo já que são tão pequenos. Mas enfim, pequenos cacos, configurando uma pequena falha.

Esse fato concluiu minha passagem pelo hospital, de caráter tanto como enfermo alem de jornalístico também.

Na volta para casa, observei as ruas desertas das noites de Imperatriz. Contudo, um elemento do cenário era incompatível com a paisagem. Uma música eletrônica a alto nível sonoro. Mais na frente isso ficou explicado. Em um posto de gasolina não muito distante do hospital estava acontecendo uma festa de carros automotivos, que, por casos de violência que ocorreram no Sul foram proibidas. Além disso, a lei do Silêncio, dever da Superintendência do Meio Ambiente fiscalizar deveria ter autuado no local e também, o fato de a música incomodar aos enfermos internados no hospital indica que a festa também está em estado irregular por isso.

Desta forma, concluí minha ronda pelas noites de Imperatriz.

NOTA DO BLOGUEIRO: O texto acima assemelha-se muito com uma crônica. Gostaria de informar-lhes que todos os fatos a seguir compõem um retrato fiel da realidade que vivenciei neste dia. Junto com a narração deste episódio acrescentei elementos jornalísticos bem sutis. Ou seja, é tanto um texto literário quanto jornalístico.        

Direito de Resposta


Nexta sexta, dia 18, o Senador Cristão Buarque publicou em seu blog uma “Nota de Esclarecimento” (como o mesmo intitulou), em defesa própria, a respeito destas acusações.

“Jamais recebi qualquer recurso vindo do governador Arruda ou de empresários ligados a ele.”

Buarque afirma que, sobre as tais dividas relatadas por Arruda são questionáveis, uma vez que o senador prestou contas na época. E pra provar isso, ele já entrou com um pedido no TSE e no MP uma rigorosa auditoria sobre as contas, “para não pairar dúvidas”.

O ex-candidato a presidência em 2006, diz que:

“(...)A dívida que ficou de minha campanha foi de gratidão para com aqueles que tanto e tão competentemente se dedicaram àquela luta cívica de uma campanha com poucos recursos para despertar o Brasil para a importância de se fazer uma revolução pela Educação.”

Então, buscando sanar a necessidade de mudança nas diretrizes republicanas, principalmente no que tange à educação, que sempre foi o “carro-chefe” da campanha de Cristovam Buarque, o mesmo lançou propostas para que possa haver essa reforma.

“O Brasil precisa melhorar: eliminar a corrupção, melhorar o transporte público, distribuir melhor a renda e a qualidade de vida nas cidades, erradicar a pobreza, controlar a violência urbana e a disseminação de drogas, superar o atraso educacional, são alguns dos propósitos necessários para melhorar o País. As decisões para enfrentar ou não estes e outros problemas são tomadas pela atividade política. Como é feita hoje, a política tende a agravar e não resolver os problemas. Só com uma política melhor será possível fazer um Brasil melhor.
Por isto, a Reforma Política deve interessar a todos os brasileiros.  Mas na história do Brasil as reformas têm sido feitas sem motivar, interessar, nem despertar nossa população, por isto mesmo, elas são raras e incompletas.”

Neste trecho destaca-se os problemas frisados pelo Senador, e pela forma como ele aborda a temática, percebe-se que ele também está descrente da política, assim como fez o ex-governador de Brasília, no texto abaixo. E, Assim como eu disse no post do Arruda, Cristovam Buarque também propõe que repensemos o nosso modelo republicano, uma vez que a ação como é feita pelos políticos atuais, que querem tirar vantagem de tudo, só acentuam ainda mais os problemas.

Cristovam Buarque destaca em outro trecho o quão distante do povo os políticos estão, uma vez que, por exemplo, enquanto eles (pessoas públicas) desfrutam de sistemas hospitalares particulares, sendo estes bem equipados e com profissionais, no geral, competentes e experientes, à massa resta um sistema público degrado e por isso, muito limitado perante suas necessidades.

“Nossas reformas sociais têm sido feitas pelas elites dirigentes, nenhuma como resultado de rebelião de massas; e são, até por esta razão, feitas de forma incompleta, sem o necessário radicalismo para completá-las.”

Com tom socialista, neste trecho, o Senador convoca o povo para uma revolução, e acusa as antigas tentativas de reformas, de serem ações de grupos dirigentes e o resultado destas foram apenas para dar a impressão de algo mudou, ou seja, usando a antiga expressão, “para inglês ver”.

O senador faz um convite à massa para contribuir na reforma:

“É com este intuito de colaborar, neste momento, para fazermos uma Reforma Política Republicana, que submeto estas idéias ao debate público, por meio dos meios de comunicação que hoje são disponíveis: O site www.cristovam.org.br, o endereço geográfico  Senado Federal Anexo II Ala Teotônio Vilela, Gabinete 10, o Twitter: @sen_cristovam, o telefone  (61) 3303-2286, o fax 3303-2874, o email  cristovam@senador.gov.br, e facebook: Cristovam Buarque.
 Até este momento de nossa história era possível concentrar as falhas apenas nos dirigentes. Agora, com esses meios de comunicação e pressão, a responsabilidade cabe também a cada cidadão, cada um tem obrigação de participar”


Arruda contra-ataca


Nesta quinta-feira, 17, foi publicado no site da Revista Veja, uma entrevista do ex-governador de Brasília, José Arruda, que revela propina à Senadores e Deputados do DEM.

Na matéria, Arruda revela que muitos políticos do DEM que recorreram a ele nas necessidades, para financiamento de campanha, para propagandas políticas na TV e favores pessoais, o “esculhambaram” na TV, ao ser preso, por isso ele resolveu agora revelar mais detalhes de seus “pequenos favores” políticos

Arruda citou na reportagem o Senador Agripino, Senador Demóstenes Torres e o Deputado Ronaldo Caiado.

“(...)Em 2008, o senador Agripino veio à minha casa pedir 150 mil reais para a campanha da sua candidata à prefeitura de Natal, Micarla de Sousa (PV) (...) O senador Demóstenes me procurou certa vez, pedindo que eu contratasse no governo uma empresa de cobrança de contas atrasadas. O deputado Ronaldo Caiado (...) levou-me um empresário do setor de transportes, que queria conseguir linhas em Brasília.”

No texto, Arruda é questionado se o mesmo se considera corrupto. Ele responde dizendo que jogou o jogo da política brasileira”. O ex-governador também degenera a profissão política ao afirmar que “Ninguém se elege pela força de suas ideias, mas pelo tamanho do bolso. É preciso de muito dinheiro para aparecer bem no programa de TV. E as campanhas se reduziram a isso”. Infelizmente concordo com ele, pois é o que tenho observado nas ultimas campanhas. Contudo, é preciso pegar esse trecho e repensar a política brasileira. Precisamos voltar a nos enriquecer ideologicamente, começando por uma reforma partidária, já que com essa “salada” que temos, fica indistinguível “a olho nu” quem é esquerda e direita, devido as incongruências existentes e cada vez mais sólidas. Sobre isso, o exemplo mais atual da história do Maranhão, foi quando o ex-presidente Lula, maior representante do PT na época, pela figura e cargo que tem (ou tinha), apoiou explicitamente a campanha da atual governadora Roseana Sarney, enquanto o PT do Maranhão vetou o apoio, provocando uma disputa interna. O que é isso? Esqueceram o significado e a função de PARTIDO POLÍTICO?!

Outro ponto a se destacar da entrevista foi o trecho em Arruda discorre sobre o fato de que mesmo os mais honestos dos políticos já foram ajudados por ele. O ex-governador cita Marco Maciel e Cristovam Buarque.

“Ajudei dois dos políticos mais decentes que conheço. No final de 2009, fui convidado para um jantar na casa do senador Marco Maciel. Estávamos eu, o ex-ministro da Fazenda Gustavo Krause e o Kassab. Krause explicou que, para fazer a pré-campanha de Marco Maciel, era preciso 150 mil reais por mês. Eu e Kassab, portanto, nos comprometemos a conseguir, cada um, 75 mil reais por mês. Alguém duvida da honestidade do Marco Maciel? Claro que não. Mas ele precisa se eleger. O senador Cristovam Buarque, do PDT, que eu conheço há décadas, um dos homens mais honestos do Brasil, saiu de sua campanha presidencial, em 2006, com dívidas enormes. Ele pediu e eu ajudei.”

A verdadeira história do Garoto Zangief


Diariamente surgem ícones na blogosferas, não irei nem perder meu tempo em citá-los.
Na ultima semana, um vídeo do canal You Tube foi campeão de visitas. A filmagem mostra um garoto australiano chamado Casey Heynes sofrendo bullying no colégio. O garoto apanha de um outro menor, leva socos, mas o que é surpreendente é a sua reação depois de muita humilhação. Casey parte pra cima do agressor, o segura pelo tronco, o levanta a uma altura elevada e o arremessa, de cabeça pra baixo, com bastante força.

Por essa atitude, que apasar de violenta, Casey foi vangloriado pelo mundo inteiro, que o passou a seguir nas grandes redes sociais, como o Facebook, apoiando sua atitude corajosa. Ele também se tornou herói para muitos garotos, que, como ele, também sofrem de bullying.

Em entrevista ao programa ACA Sunday, o garoto Casey conta detalhes de uma vida sofrendo bullying. Em um dos principais pontos da entrevista, o garoto conta que desde a segunda série do ensino fundamental sofre as humilhações, e que no primeiro ano do ensino médio perdeu os 8 amigos que tinha por que começou a sofrer chacotas de um garoto de sua classe. Então, sozinho, sem ninguém para lhe defender, os ataques passaram a ser diários.

O pai de Casey conta que nunca soube das tais humilhações e se emociona bastante durante os relatos do filho.

Questionado sobre a atitude do filho no vídeo, o pai responde que ficou orgulhoso, pois estava claro para ele que Casey estava só e era preciso fazer algo para acabar com aquilo.



Casey conta que o pior momento da sua vida foi quando ele tentou se matar. Mas, a ajuda de sua irmã foi fundamental para que ele continuasse em frente. Tanta confiança na irmã resultou que no dia do episódio, Casey chegou em casa e lhe mostrou o vídeo em primeira mão. A irmã, muito orgulhosa, e sem saber o que dizer de tão feliz por perceber que ele aprendeu a se defender depois de tanta humilhação, só pôde dizer: “Toca aqui!”.

Casey Heynes virou ícone global, figura midiática, personagem de mais uma história que leva a todos a se identificarem e se envolverem emocionalmente com o caso. É isso que as mídias sociais fazem com pessoas como ele. Mas isso é bom, pois propaga massificamente a discussão sobre o assunto.

Nas redes globais, o garoto ficou conhecido com o “garoto Zangief” ou o “filho de Zangief”, personagem do jogo de luta Street Fighter, pois o golpe aplicado por Casey se assemelha muito a um usado pelo personagem do jogo.

Referências:

- Entrevista com Casey Heynes, o Zangief Kid - Legendado



terça-feira, 22 de março de 2011

Pó de Arroz virou só Pó de Mico


A crise nas laranjeiras torna o Fluminense uma laranja que ninguém quer espremer, pois suco tem, mas tem que ter pulso forte, habilidade no comando e execução dos treinos e jogo de cintura. Não entendeu? Normal. Eu explico.

Muricy Ramalho, ao pedir demissão, há quase duas semanas, do clube, justificou que ao ser contratado no início de 2010, havia um acordo entre clube e técnico. O clube exigia o titulo nacional e o técnico exigia a melhoria das condições de trabalho que incluíam, principalmente o CT. O ex-treinador cumpriu a sua parte, que era até bem mais difícil em vista a do clube, pois o Brasileirão do ano passado foi um dos mais concorridos da história.

O trato não foi cumprido e Muricy reincidiu o contrato, mesmo sabendo que era um dos melhores acordos do país, poucos clubes pagam aquela quantia mensalmente, mas, para ele estava difícil treinar em um campo ruim e que transformou as lesões em uma coisa comum no histórico do clube.

Assim, como a diretoria se nega a melhorar as condições de trabalho do clube, o técnico que vier agora terá de ter “pulso forte, habilidade no comando e execução dos treinos e jogo de cintura”.

A missão não é fácil, tanto que vários treinadores foram consultados pelo presidente do Fluminense, Celso Barros, como: Adilson Batista, Abel Braga, Levi Culpi... E nenhum aceitou vir até agora. Inclusive, nesta tarde, 21, o clube anunciara Gilson Kleina, que está na Ponte Preta, e já foi preparador físico de Abel Braga no passado. A principio, a vinda de Kleina é uma tentativa de atrair Abel, que está no Al Jazira, e o término do seu contrato se dará em junho desse ano. Mas, Abel desmente qualquer ligação com isso.

No entanto, à noite, Gilson Kleina, após uma reunião com a Ponte Preta, decidiu permanecer no clube.

Assim, o Fluminense segue sem técnico, apenas com Ronaldo Torres, mas interinamente.

No fim de semana, o Botafogo enfrentou o Vasco e acabou perdendo por 2x0. O técnico Joel Santana, foi vaiado, xingado, questionado por parte da torcida pelas substituições feitas. Essa atitude dos torcedores deixou Joel muito triste e infeliz no clube, devido a situação criada. Por isso está havendo uma conversa entre o clube e o técnico que decidirá seu futuro, neste dia 22 sairá o acordo. Eu tenho dois palpites comigo: o Joel sairá do Botafogo e assumirá o Fluminense. No Fogão, eu aposto na chegada de Adilson Batista.

Enquanto isso não acontece, vale lembrar que o clube das laranjeiras está em situação difícil na Libertadores, precisando vencer as três partidas de volta na fase de grupos, para, assim, se classificar para o mata-mata.