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sexta-feira, 25 de março de 2011

Valeu de mais, Fluminense!


Valia o fim da crise. Valia continuar acreditando. Valia confirmar o título de time de guerreiros. Valia pra provar que nem mesmo frente a tantas adversidades deve-se desistir.

O pó de arroz tem em sua história recente a histórica reação do Brasileirão de 2008, quando, ameaçado de ser rebaixado (tinha 98% de chances), conseguiu reverter essa matemática com seqüências de vitórias no segundo turno. Acredito que esse fato é tido pelos jogadores como exemplo de que enquanto houver chances, eles lutarão.

Em jogo de volta pela Libertadores, o Fluminense recebeu o América do México com um único objetivo: conquistar os três pontos. No banco de reservas, um contestado técnico interino, Ronaldo Torres (que tem contrato vitalício com o clube como auxiliar técnico). Torres mudou o esquema tático do time. Apostou em um time mais ofensivo, mesmo com um adversário muito talentoso como a equipe do México, que venceu na partida de ida.

O jogo no inicio foi tenso, truncado no meio de campo, sendo as jogadas mais procuradas foram chute de longa distância e a ligação direta. E foi em uma bobeira da zaga do Fluminense que saiu o primeiro gol da partida. Aos 15 minutos, lançamento feito por Montenegro, de 51 m de distância, o goleiro Ricardo Berna aproveita a “parede” feita pelo zagueiro Digão e salta para interceptar o lance no ar, segura a bola, mas, chocasse contra o tronco do zagueiro e cai de mal jeito, deixando a esfera escapar de seu domínio. Oportunista, Vuoso se adianta na jogada e toca pro fundo das redes.

O que já era difícil parecia ter se tornado missão impossível. Mas, em uma reação fulminante, aos 22 minutos, cruzamento de Souza na área do América, e Gum se adianta ao zagueiro da equipe mexicana, e faz um o gol de empate.

A partir daí o jogo se tornou interessante com a investida dos dois lados em criação de jogadas ofensivas. No fim do primeiro tempo o Fluminense encaixou uma longa pressão, e teve várias chances de marcar o segundo.

Na volta pro segundo tempo, a ofensiva ficou por parte do time brasileiro, enquanto a equipe mexicana procurava sair rápido em transição para ataque.

Aos 20 minutos, um cruzamento fechado de Sanches da linha de fundo, a bola passava por cima da linha quando Digão, na tentativa de cortar o lance, acaba colando a esfera pra dentro.

Mais uma vez com placar adverso, além disso, a pressão por resultados e em casa, o Flu parte freneticamente para o ataque. No início, meio desorganizado, mas depois soube colocar a bola no chão e criar boas jogadas ofensivas.

O técnico Ronaldo Torres resolve trocar peças do time e torná-lo ainda mais ofensivo. Colocou os atacantes Araújo e Rafael Moura (He-Man) e o Meia Deco.

Com o América todo recuado, porém, marcando com linha defensiva alta para pressionar no meio de campo, ou seja, a zona do raciocínio, como denomina o saudoso Silvio Luis, o time de guerreiros criou muitas chances, que pararam na defesa. Mas aos 35 minutos, Araújo recebe um cruzamento glorioso de Conca, e com um arremate de cabeça, indefensável, marca o gol da reação.

A partir daí, o América volta a buscar jogo e cria situações de perigo na base contra-ataque. Ao se adiantar, a equipe mexicana deixa exposta sua defesa. Dessa forma, um lançamento de Fred a longa distância, pega de surpresa a zaga mexicana, e Deco se antecipa aos dois zagueiros e ao goleiro, que vinha como um líbero, e com um toque, apesar de ser na dividida, mas, por cima do goleiro, fazendo a bola “morrer” lentamente dentro do gol. Era Deco fazendo a sua glória e a redenção do Fluminense.

O jogador lusobrasileiro vinha de lesão e voltava justamente nessa partida. Durante sua recuperação, Deco pensou em encerrar a carreira, mas, para a alegria da torcida guerreira, o jogador foi persistente e agora só tem que comemorar seu bom momento. Este é um atleta iluminado, de fato, que apesar de tantos títulos importantes e em clubes importantes, ainda se emociona ao decidir uma partida.

terça-feira, 22 de março de 2011

Pó de Arroz virou só Pó de Mico


A crise nas laranjeiras torna o Fluminense uma laranja que ninguém quer espremer, pois suco tem, mas tem que ter pulso forte, habilidade no comando e execução dos treinos e jogo de cintura. Não entendeu? Normal. Eu explico.

Muricy Ramalho, ao pedir demissão, há quase duas semanas, do clube, justificou que ao ser contratado no início de 2010, havia um acordo entre clube e técnico. O clube exigia o titulo nacional e o técnico exigia a melhoria das condições de trabalho que incluíam, principalmente o CT. O ex-treinador cumpriu a sua parte, que era até bem mais difícil em vista a do clube, pois o Brasileirão do ano passado foi um dos mais concorridos da história.

O trato não foi cumprido e Muricy reincidiu o contrato, mesmo sabendo que era um dos melhores acordos do país, poucos clubes pagam aquela quantia mensalmente, mas, para ele estava difícil treinar em um campo ruim e que transformou as lesões em uma coisa comum no histórico do clube.

Assim, como a diretoria se nega a melhorar as condições de trabalho do clube, o técnico que vier agora terá de ter “pulso forte, habilidade no comando e execução dos treinos e jogo de cintura”.

A missão não é fácil, tanto que vários treinadores foram consultados pelo presidente do Fluminense, Celso Barros, como: Adilson Batista, Abel Braga, Levi Culpi... E nenhum aceitou vir até agora. Inclusive, nesta tarde, 21, o clube anunciara Gilson Kleina, que está na Ponte Preta, e já foi preparador físico de Abel Braga no passado. A principio, a vinda de Kleina é uma tentativa de atrair Abel, que está no Al Jazira, e o término do seu contrato se dará em junho desse ano. Mas, Abel desmente qualquer ligação com isso.

No entanto, à noite, Gilson Kleina, após uma reunião com a Ponte Preta, decidiu permanecer no clube.

Assim, o Fluminense segue sem técnico, apenas com Ronaldo Torres, mas interinamente.

No fim de semana, o Botafogo enfrentou o Vasco e acabou perdendo por 2x0. O técnico Joel Santana, foi vaiado, xingado, questionado por parte da torcida pelas substituições feitas. Essa atitude dos torcedores deixou Joel muito triste e infeliz no clube, devido a situação criada. Por isso está havendo uma conversa entre o clube e o técnico que decidirá seu futuro, neste dia 22 sairá o acordo. Eu tenho dois palpites comigo: o Joel sairá do Botafogo e assumirá o Fluminense. No Fogão, eu aposto na chegada de Adilson Batista.

Enquanto isso não acontece, vale lembrar que o clube das laranjeiras está em situação difícil na Libertadores, precisando vencer as três partidas de volta na fase de grupos, para, assim, se classificar para o mata-mata.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A morte dos ícones culturais: Tv e Futebol


3ª Do Plural

Engenheiros do Hawaii

Composição: Humberto Gessinger
Corrida pra vender cigarro
Cigarro pra vender remédio
Remédio pra curar a tosse
Tossir, cuspir, jogar pra fora
Corrida pra vender os carros
Pneu, cerveja e gasolina
Cabeça pra usar boné
E professar a fé de quem patrocina
Querem te matar a sede, eles querer te sedar
Eles querem te vender, eles querem te comprar
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?
Corrida contra o relógio
Silicone contra a gravidade
Dedo no gatilho, velocidade
Quem mente antes diz a verdade
Satisfação garantida
Obsolescência programada
Eles ganham a corrida antes mesmo da largada
Eles querem te vender, eles querem te comprar
Querem te matar de rir, querem te fazer chorar
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?
Vender, comprar, vendar os olhos
Jogar a rede... contra a parede
Querem te deixar com sede
Não querem te deixar pensar
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?



Humberto Gessinger divaga na música terceira do plural sobre a publicidade e suas estratégias de venda, que segundo ele, há a formação de uma teia global de consumo, onde você faz uma coisa almejando outra e essa outra pra alcançar uma terceira coisa, e esta, uma quarta, e assim sucessivamente.  

O mundo publicitário se alimenta dessa tendência de querer moldar as pessoas, ditando modelos ou padrões de boa vida, mas raramente estes modelos são voltados, de fato, para o bem estar exclusivamente do indivíduo, e sim, à principalmente, a alternativa mais lucrativa para a publicidade.  

Carregado de apelação, a publicidade utiliza de imagens para atrair ao público. Preste atenção, em comerciais de cartões de crédito têm normalmente mulheres bem vestidas, com um aspecto de dominância, liberdade, independência, status que passa então a ser almejado por todas as mulheres, pois segundo a propaganda aquilo é um modo de vida adequado e elas então adquirem o cartão por acreditar que é ele que proporciona tal padrão social. Outro caráter apelativo seria para as mensagens subliminares, que por trás sempre tem um teor de “COMPRE, COMPRE” e aos poucos esse sentido é interpretado e absorvido pelo público.

A mídia atual sobrevive de publicidade e é justamente aí que está o erro, pois dia após dia, a qualidade da programação aberta é mais chula, e dia de domingo então é que você percebe o quanto estamos perdidos. Dominado por programas de auditório, o primeiro dia da semana é um tédio televisivo. O Gugu, apresentador da Record, ou o Célsio Porttiolli do SBT são publicitários vestidos de terno com um microfone na mão e uma câmera focada em seu semblante convidativo, estes apresentam quadros em seus programas totalmente voltado pra as classes C e D da camada social brasileira, não desmerecendo a cultura majoritária, que de fato pertence a estas pessoas, mas culturalmente falando é um conteúdo pobre, e entre um quadro e outro temos uma marca divulgando a sua proposta para uma revolução na vida dos telespectador, uma transformação social, na maioria, se não todas as propagandas, puro sensacionalismo.

Este é um convite para uma análise do declínio para uma crise, se já não estamos, da cultura televisiva brasileira, meio que surgiu no século passado e se fortaleceu ao se reinventar a cada década passada, mas que agora está se deteriorando devido a tanta hibridização dos meios. Ou seja, a interferência excessiva da publicidade na comunicação está levando esta a sucumbir.

A grade de programação está ajustada justamente buscando maior audiência. Isso explica porquê temos uma mídia paupérrima, já que somos uma país de maioria pobre, então lógico, “vamos empobrecer nossa programação e torná-los ainda mais ignorantes, tirar cada vez mais suas opções de subir na vida, para que eles continuem a dar audiência e a publicidade colha cada vez mais os louros, fruto da ignorância superior neste país” (por Publicitário Anônimo).

QUE TÁ COMIGO NESSA LEVANTA A MÃO:

\O/
SÓ VOCÊ AÍ?! NÃO ACREDITO! VAMOS NOS UNIR. ACHA QUE É BESTEIRA, ENTÃO VEJA ISSO:



Em mais uma demonstração que cultura do Brasil não é barata, por justamente está nas mãos de grupos que só pensam na manutenção de suas contas bancarias e não do status social do brasileiro, o Clube dos 13 divulgou nesta semana a carta convite para as emissoras que estejam interessadas em cobrirem o campeonato brasileiro nas temporadas 2012, 2013 e 2014.
Tive acesso através do portal globoesporte.com ao documento. Li todo ele, e constatei que há um leilão no ar, como bem frisa a carta no termo III, tópico 19 do documento:

O clube dos 13 venderá a transmissão dos jogos em TV aberta, com exclusividade, seguindo a licitação amparada nesta carta convite, para a emissora cujo o “valor da proposta”, calculando segundo o critério descrito adiante, seja maior.”

É um absurdo um grupo dominar assim os direitos deste ícone cultural brasileiro.
Outro ponto do documento coloca que o valor mínimo da proposta deverá ser de 500 milhões de reais, uma super valoração que levou a Rede Globo sair do páreo, depois de 25 anos de parceria. A emissora do falecido Roberto Marinho irá agora negociar os direitos de transmissão com os clubes diretamente. No entanto, o Clube dos 13 afirma que um acordo feito ano passado com o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) ficou determinado que é proibido a negociação direta com os clubes.

Enfim, leilões a parte e futebolistas sem chão na outra parte, por enquanto, o que se tem é uma guerra de forças, ou melhor, um cabo de guerra, e a única certeza, mais uma vez, é que nessa o povo sairá perdendo, infelizmente.

Fonte: Globoesporte.com 
            Letras.com

Links interessantes:


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Um duro golpe para o futebol mundial



O mundo acordou mais triste e o futebol morre um pouco nessa segunda-feira, 14. Ronaldo Nazário de Lima, o Fenômeno, encerra sua carreira de jogador profissional. O técnico Parreira diz que “não é fácil este momento, pois não estamos falando de um jogador qualquer, e sim, de um dos maiores jogadores da história, que está entre o 5 maiores, para ser mais preciso...”. Esse é o tom que está sendo tratado à notícia da aposentadoria do jogador.

Ronaldo, em entrevista coletiva no CT do Corinthians, explica os motivos de sua aposentadoria. O jogador, muito emocionado, revela detalhes de sua decisão e destaca momentos de sua carreira. O Fenômeno, apelido que recebeu no Barcelona e que até hoje é lembrado assim, alega que o motivo dessa decisão é as muitas dores que sente, afinal, depois de muitas seqüências de lesões, o físico já não é o mesmo, e pra ele, é psicologicamente desgastante quando ele tenta passar pelo zagueiro achando que ainda possui a velocidade que o destacou no futebol mundial, mas agora, devido as suas condições físicas muito em baixa, ele já não consegue.  

Durante a entrevista, o jogador revela os dois momentos mais importantes de sua carreira que foram a Copa do Mundo de 2002, na qual ele foi artilheiro com 9 gols e conduziu a equipe ao pentacampeonato, e sua passagem pelo Corinthians, pois, a torcida é muito animada, empolgante, apaixonada, mas reconhece que a paixão os leva a cobrar, e muitas vezes a forma de fazer isso é por meio da violência, atitude que ele não aprova.

A maior declaração de Ronaldo na coletiva foi quanto ao seu problema de saúde, descoberto há dois anos. O Fenômeno sofre de hipotireoidismo, uma mal que afeta seu matabolismo. Sobre isso, Ronaldo é bastante sarcástico com os jornalistas dizendo “talvez alguns de vocês fiquem com a consciência pesada por tudo que disseram sobre meu peso esses anos todos”. O tratamento se dá através de hormônios, no entanto, isso no futebol é considerado dopping. 

O agora ex-jogador, agradece aos clubes que passou: São Cristovão, Cruzeiro, PSV, Barcelona, Internacionale de Milão, Real Madrid, Milan e Corinthians, por terem acreditado no futebol dele e que através destes times ele pode realizar seus grandes sonhos, principalmente, quanto aos títulos. Sobre isso, Ronaldo lamenta muito encerrar esse ciclo da sua vida sem ter conquistado um campeonato brasileiro e uma libertadores da américa.

Sobre o futuro, o jogador disse que continuará ligado ao futebol e ao Corinthians, só que agora com outra função, ele pretende ser uma espécie de Embaixador Institucional, divulgando a imagem do Timão pelo mundo. Ronaldo também revelou que quer dar sequência a sua agência e tirar do papel o projeto da Fundação Formando Fenômenos.

Andres Sanches, presidente do Corinthians, durante a coletiva falou sobre a passagem de Ronaldo pelo Timão dizendo que o Corinthians se divide em três momentos: pré-Ronaldo, com Ronaldo e pós-Ronaldo. 

A chegada do jogador ao Timão, em 2009, triplicou o número de patrocínios, e estes, mesmo com a saída do Ronaldo, estão garantidos até o fim do ano, não atrapalhando o planejamento desse ano.

No final da coletiva, Ronaldo recebe das mãos de Andres, uma camisa do Corinthians escrito atrás #prasempre 9 Ronaldo.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A Celeste uruguaia perde frente ao brilho das estrelas brasileiras


Sem dúvida a seleção brasileira Sub 20 de futebol é de deixar qualquer brasileiro orgulhoso e com esperança de que a tradição do bom futebol permanecerá veiculada à nossa seleção por pelo menos mais uma década. 

Na madrugada de sábado para domingo, dia 13, o Brasil enfrentou a equipe do Uruguai no último jogo do hexagonal final do campeonato sulamericano sub 20.  Para coroar uma campanha quase impecável, a seleção nacional ganha do Uruguai de goleada, sendo assim campeão do torneio, se classifica para o mundial sub 20, na Colômbia, para as Olimpíadas em 2012, em Londres.

A partida foi em Arequipa no Peru. O campo estava em péssimo estado devido a chuva que caiu durante toda a noite e pela sequência de jogos desgastantes, cerca de 15 jogos durante todo o torneio.

Muito tenso, é como eu classifico a partida até os primeiros 20 minutos, com o Brasil tomando a iniciativa e o Uruguai com uma proposta de esperar e sair em velocidade com o contra-ataque. Além disso, procuravam parar a armação de jogadas do Brasil de qualquer forma.

O jogo era muito faltoso. Casemiro e Saimon foram advertidos com cartão amarelo, deixando pendurado a equipe brasileira.

Neymar vinha constantemente sendo agredido no jogo. Agredido eu digo, pois durante os dribles, seu corpo era visado, e não a bola.

Mas, como sempre brilha a estrela do craque, Lucas inicia a resolução da partida. Em cruzamento de Alex Sandro, Lucas recebe na entrada área, corta um zagueiro e chuta no contrapé, sem chances para o goleiro uruguaio. Gol do Brasil. 1 x 0.

No lance seguinte, Lucas parte do meio campo com a bola dominada, e com muita velocidade deixa os jogadores-marcadores para trás, invade a área e chuta no canto superior do goleiro. Gol do Brasil. 2 x 0.

A partir disso, a vitória está encaminhada. E pra melhorar a situação para os brasileiros, em lance violento sobre Alex Sandro, o meio atacante Lunna, do Peru, é expulso.

Fim de primeiro tempo.

No reinicio da segunda etapa, o jogo é quente. Ceppellini que acabara de entrar no jogo, aos 2 minutos, parte para dentro da área nas costas da defesa brasileira, e Saimon é obrigado a fazer a falta, interpretada como dentro da área, mas para mim foi na meia lua. Pênalti.

O jogador Cepellini comemora bastante a penalidade, mas na hora da cobrança, acaba batendo por cima da trave. Esse gol poderia deixar a partida bastante emocionante, desde já.

Com 10 jogadores, Ney Franco resolve chamar Zé Eduardo, volante, para reforçar a marcação. Contudo, enquanto o jogador assinava a sumula, Danilo, lateral do Brasil, em uma jogada de arrancada pela lateral, aos 9 minutos, entra na área, corta um zagueiro e chuta no contrapé do goleiro. Gol do Brasil. 3 x 0. Ney Franco, então, cancela a substituição.

Aos 12 minutos, Neymar recebe falta dura do jogador Polenta, que é advertido com cartão amarelo. No lance seguinte, Lucas recebe a bola na entrada da grande área, pedala pra cima do marcador, dribla o mesmo, e toca para Neymar que entra pelo outro lado, este chuta e o goleiro uruguaio deixa mais uma passar. Gol do Brasil. 4 x 0.

A partida é um baile do Brasil, o Uruguai não consegue reagir depois de 4 gols. E quando tá bom, sempre pode melhorar. E aos 17 minutos, Oscar utiliza de sua principal característica, o chute de longa distância, que obriga o goleiro uruguaio a bater-roupa e a bola sobra para Neymar, com grande faro matador, concretiza o lance. Gol do Brasil. 5 x 0. Com esse gol, Neymar se torna o maior artilheiro da seleção Sub 20, com, por enquanto, 9 gols. Esse gol também é importante para Neymar, pois seu pai pometeu-lhe um carro caso ele marcasse.

Aos 26 minutos, Galhardo entra no lugar de Casemiro que já tinha cartão amarelo.

Para não ser surpreendido, a seleção brasileira busca trocar passes e manter a posse de bola.

Depois dos 5 gols, os uruguaios, munidos da decepção da humilhação do placar até o instante, aplicam golpes ainda mais explícitos nos brasileiros, e o juiz começa a distribuir advertências verbais e cartões amarelos. E Neymar, percebendo o total descontrole da equipe celeste, se utiliza de dribles desconcertantes e jogadas de efeito moral. Sempre após cada lance, com bola ou sem, o jogador brasileiro levava uma pancada. Sobre isso, me lembrei de uma frase que o atacante santista soltou na imprensa, “Quanto mais batem, mais eu jogo”. 

E se alguém achava que os jogadores brasileiros estavam satisfeitos, que nada! Lucas, o grande nome dessa partida, recebe a bola de Alex Sandro, na entrada da grande área, faz um drible de corpo no zagueiro do Uruguai, que cai na jogada e abre espaço para o chute de Lucas, que marca um lindo arremate no ângulo. Gol do Brasil. 6 x 0.

Ney Franco opta por substituir, aos 39, Neymar e Lucas, e colocar Diego Maurício e Gabriel Silva.

Fim de Jogo. Brasil Campeão.

Na premiação Neymar ganha o troféu bastante merecido como melhor jogador do torneio.

Sem dúvida, esse último jogo é a prova que temos um grande futuro futebolístico pela frente. E, para o conhecimento individual das feras, vamos a uma rápida análise dos destaques da "garotada":

- Gabriel (Goleiro)
Jogador da base do Cruzeiro-MG, mostrou maturidade durante a competição, sem grandes exibicionismos, mas eficiente. Tem bons reflexos e elasticidade. Chegou a ser convocado por Mano Menezes para a seleção principal como terceiro goleiro.

- Bruno Uvini (Zagueiro)
Jogador da base do São Paulo, de bastante influência no aspecto moral, inclusive foi nomeado capitão absoluto da seleção. Tem bastante segurança, bom toque de bola e habilidade para carregar a esfera, característica que Lúcio, do Inter de Milão, tem.

- Casemiro (Volante)
Jogador do São Paulo, é um jogador extreordinário, com forte poder ofensivo e defensivo. Casemiro marcou gols importantes na competição, 3 ao todo. Contrariando as tendências, o volante do São Paulo não se enquadra no estilo Cintura Dura, e sim, habilidoso e de boa visão de jogo.

- Oscar (Meio Atacante)
Jogador da base do Internacional-RS, mostrou oportunismo, iniciando no banco de reservas nas primeiras partidas, e quando teve chance de entrar, nunca mais saiu da lista de titulares. Sua principal característica é a visão de jogo e o chute de longa distância.

- Lucas (Meio atacante)
Jogador do São Paulo, titular absoluto da posição, mostrou maturidade ao aceitar a responsabilidade de ser o responsável pela criação das jogadas, posição que foi dos principais ídolos das outras gerações (Kaká, R10, Zico,...)

- Neymar (Atacante)
Jogador do Santos-SP, é uma das maiores revelações dos últimos tempos do futebol brasileiro e mundial. Neymaravilha ou Neymaradona, como foi chamado pela mídia esportiva sensacionalista, que projeta o jogador como o futuro melhor do mundo e/ou a nova opção para o ataque da seleção principal, situação que Robinho, no passado viveu, mas, como vimos, o atual atacante do Milan nunca rendeu o que esperávamos dele. Neymar foi o principal jogador da seleção, logo na estreia fez 4 gols, no decorrer da competição, fez mais 5. Neymar é bastante versátil, tem uma visão ofensiva que é rara no futebol mundial. Seu defeito eminente, enquanto atleta, é a imaturidade, e durante o jogo, ele tem uma mania de querer cavar faltas, o que o tornou marcado pelos árbitros.

Outro nome que é do meu conhecimento, mas que não impressionou foi o de Allan Patrick, meio atacante do Santos, que teve duas chances de entrar no segundo tempo, mas não entrou bem, e não firmou-se como titular.

Ney Franco foi um técnico subestimado, até por está comandando o Coritiba, equipe da segunda divisão do Brasileirão, e também por que o técnico não tem uma carreira que chame atenção, por títulos, principalmente. Mas o meu destaque vai primeiro na sua convocação, bastante aclamada, na minha opinião, com jogadores de qualidade, em variadas posições. Depois, Ney Franco soube alternar bem as disposições tácticas da equipe, mudando o jeitão de jogar, de uma partida para outra, tornando o Brasil imprevisível. No aspecto disciplinar, o técnico foi mal, não conseguindo controlar os ânimos da equipe, que teve 4 jogadores expulsos durante a competição, na verdade 5, se contarmos com a expulsão do próprio técnico em um dos jogos.

Esses são os meus destaques. Perceba que laterais e volantes, fora o Casemiro,  não me chamaram bastante atenção. Preocupante, principalmente, no caso dos volantes, pois os técnicos da seleção principal não tem tido grandes opções na hora de convocar, e os que estão lá são, no viés do senso comum, da raça Cintura Dura, e cientificamente da espécie Homo Filips Melo.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Samba cai frente ao molejo do tango

Na foto, as duas maiores revelações da categoria: Neymar e Iturbe, respectivamente o novo Garrincha e o novo Messi.

No maior clássico mundial de futebol, o jogo entre as duas maiores escolas da história do esporte, o confronto entre samba e tango, entre Pelé e Maradona, simplesmente, Brasil e Argentina.

A partida foi em Arequipa, no Peru. O estádio fica a cerca de 2400 m de altitude, a noite estava fria e ainda chovia bem fino. Nessas condições, o esforço dos jogadores é maior, a bola corre mais,...

Valendo pela terceira rodada do Mundial Sub-20, Brasil e Argentina entraram em campo esta noite. E aos 5 minutos do primeiro tempo, provando que clássico é clássico, e Brasil e Argentina está acima dessa máxima, Bruno Uvini, zagueiro-capitão da seleção brasileira, em divida com Martines, leva a pior e tem que ser substituído. No lugar dele entra Saimon, também zagueiro.

No lance seguinte, após a cobrança de um escanteio, Juan, infantilmente, agride Funes Mori, atacante da Argentina, dentro da área, pênalti e é expulsão, não havia o que contestar. Funes Mori bate forte e no meio, deslocando o goleiro e não dando chances para defesa de Gabriel.

A partir daí o jogo torna-se dramático. Bastante truncado no meio do campo e violento. Em um dos lances, Neymar faz bonita jogada chapelando o argentino, que vai no corpo do brasileiro visando parar a jogada. Atitude anti-desportiva punida com cartão amarelo.

Aos 14 minutos, Alex Sandro faz falta dura em Iturbe, meia, revelação da Argentina, de apenas 17 anos, e é punido com cartão amarelo.

A Argentina não aproveitava a superioridade numérica, e o Brasil, mesmo com um jogador a menos, conseguiu igualar o volume de jogo.

Neymar (mais conhecido como cai-cai), aos 45, faz bonita jogada dentro da área, tenta cavar penalti, e reclama com o árbitro.

Fim do primeiro tempo.

O segundo tempo reinicia bastante vibrante. E logo no primeiro minuto, Romário vacila na defesa, "entrega" a bola a Funes Mori, que parte em contra-ataque, que chuta da entrada da área e o goleiro Gabriel defende.

Aos 3 minutos, Lucas parte em disparada, após roubar a bola no meio campo, entra na área, dribla o zagueiro que tava na cobertura e chuta em diagonal, mas o goleiro Andrada defende.

Novamente aos 7 minutos, em mais uma jogada de Lucas, que rouba a bola no meio campo, invade a área, e finaliza desta vez pra fora.

Após cobrança de lateral, Willian recebe na entrada da área, aos 9 minutos, “manda um foguete” no canto, indefensável para o Andrada. Gol do Brasil.

Após o empate, a Argentina erra muitos passes, parece respeitar muito o Brasil. Já o ultimo não consegue aproveitar os contra-ataques que surgem.

O empate momentâneo classifica o Brasil pro mundial Sub-20, que ocorrerá em julho na Colômbia. Já a Argentina, por está em posição desfarável na tabela em relação ao Brasil, o empate ainda não é o bastante.

A seleção argentina passa a apostar nas jogadas individuais, especialmente com os chutes fora da área. Mas, o segundo gol veio aos 22 minutos, com uma jogada individual de Iturbe, que, após uma "bola ao chão", recebe a bola no meio do campo parte em disparada, passa no meio do miolo de zaga, e chuta tirando do pé de apoio de Gabriel. Gol da Argentina.

Da série, “Neymar, vê se cresce”, o jogador aos 29 minutos, após um tiro de meta a favor da Argentina, segura bola em baixo do braço, coloca na marca da pequena área. Isso é classificado como fazer-cera e leva amarelo que o tira da próxima partida.

Aos 33 minutos, Diaz entra no lugar de Iturbe, que se contundiu em lance normal de jogo.

Aos 40 minutos, Casemiro cobra uma falta da intermediária, a bola toca no travessão,que bate depois nas costas do goleiro e sai em escanteio. Após essa grande chance, o Brasil só leva perigo nos escanteios, que no desespero mandava até o goleiro Gabriel pra área, na tentativa de ter mais volume de ataque.

Fim de jogo: Argentina 2 x 1 Brasil

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Timão cai, R10 se levanta


O futebol brasileiro, nos últimos dois a anos, tem sido marcado pelo retorno de grandes ídolos, como o Ronaldo Fenômeno, Roberto Carlos, Roque Junior, Deco, Adriano, Wagner Love, entre muitos outros.

Na noite de hoje tivemos a estreia do, com certeza, maior ídolo da década passada (2001-2010), Ronaldinho Gaúcho (R10), agora jogador do Clube de Regatas Flamengo.

Gostaria de destacar que desde as negociações do Milan com os clubes interessados no jogador, a maioria brasileiros, a mídia retratava cada passo de Assis, empresário e irmão de R10, e tornou-se um "Big Brother", pois onde o empresário estava, as câmeras estavam atrás. A cada minuto, especulações surgiam, e até os presidentes do clubes interessados geravam falsos pareceres, quando afirmaram em uníssono que "R10 já é nosso". A negociação perdurou por duas semanas e ganhou aquele que deu mais, e não era leilão. Nessa negociação não valeu a paixão, pois o Gaúcho tem uma ligação muito forte pelo Grêmio, especulava-se que seu destino era Porto Alegre por isso, mas, contrariando qualquer amor a camisa, R.Gaúcho foi para o rubro negro carioca (Curiosidade: O Milan, antigo clube de Ronaldinho, também é rubro negro), quebrando a ligação de amor entre o jogador-clube-torcida. A prova disso foi a reação de ódio e repulsa por parte do torcedor e presidência gremista.

Bom, a estreia de R10 foi contra o Nova Iguaçu, que subiu ano passado ao grupo de elite do campeonato carioca. O jogo iniciou com o Nova Iguaçu querendo estragar a festa da estreia, com uma bela triangulação no ataque e a finalização foi para fora. Sim, a estreia de R.Gaúcho foi tratada como festa. A rede globo de televisão fez uma chamada especial para o jogo. O estádio ficou lotado, parecia final de campeonato. Um painel gigantesco foi montado nas arquibancadas com o rosto e o nome do craque, e toda vez que ele pegava na bola era uma gritaria.

Em campo, R10 deu passa de letra, uma falta bem batida (fundamento que ele treinou por volta de 50 vezes antes da estreia), mas o goleiro defendeu. Também mostrou o quanto é diferenciado, pois percebe-se que seu toque e visão de jogo são refinados.

Não foi uma grande partida dele, não é esse O MELHOR dele, mas deu pra saber que com ritmo de jogo ele pode voltar a ser o R10 do passado, igual nos tempos áureos de sua carreira, que eu considero a sua passagem pelo Barcelona, quando ganhou dois prêmios FIFA de melhor jogador do mundo e conquistou a Champions League.

O jogo terminou com uma vitória magra do Flamengo por um a zero, com gol de Vander.

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Outro jogo da noite já está dando o que falar no twitter. Foi a partida de volta entre Tolima e Corinthians. A primeira partida, no Morumbi foi 0 a 0, pra surpresa dos visitantes. Esse empate foi encarado pela imprensa nacional como tenebroso, e a partir daí, a partida de volta foi encarada como o limiar entre a regularidade e a crise ou como muitos periódicos estamparam, luz ou trevas. Já a imprensa colombiana enxergou o Tolima como favorito depois do empate fora de casa, uma vez que o clube ano passado só perdeu um jogo. No entando a equipe colombiana nunca passou da primeira fase da libertadores, ou seja, jogo decisivo pra ambos os lados.

No primeiro tempo, o Tolima foi superior ao Timão, que não conseguiu armar nenhum lance de perigo, e viu seu goleiro trabalhar pelo menos umas 4 vezes. A estratégia dos brasileiros era abafar a armação das jogadas da equipe colombiana.

No segundo tempo, Ronaldo teve grande chance com uma chegada pela lateral sozinho, que chutou, mas o goleiro defendeu brilhantemente.

Mesmo assim, o Tolima era superior e aos 20 do segundo tempo, Murillo faz o primeiro gol da equipe colombiana.

O técnico Tite, do Timão, resolve mexer no time, colocando Danilo e Ramirez no lugar de Paulinho e Dentinho.

Mas, no primeiro toque na bola, Ramirez é puxado a camisa, e revida com uma cotovelada. O jogador foi expulso de imediato, teve a atitude reprovada até mesmo por seus companheiros, e prejudicou muito a equipe brasileira, que se perdeu ainda mais no jogo.

A partir daqui o Corinthians jogou mais aberto, procurando fazer 2 gols e evitar o vexame de ser a primeira equipe brasileira a não passar pela primeira fase da libertadores.

Aos 35, o Timão estava com a defesa adiantada, e com uma virada de bola longa, teve sua retaguarda surpreendida por um cruzamento na área, e o jogador do Tolima que vinha no segundo pau completou de cabeça. Fim de Jogo. Tolima 2 a 0.

Agora, o Timão sai da competição humilhado, e ainda criou uma situação para ser humilhado pela torcida rival do Palmeiras, São Paulo e Santos, ambos já tem o titulo continental que o Corinthians buscava.

Ahh, o Ronaldo não fez nada. Eu já disse isso?! rsrs


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A CRISE AOS OLHOS DE QUEM VÊ



O futebol brasileiro enfrenta uma terrível crise de relacionamento entre torcida e as suas equipes. A cobrança por resultados é normal, mas o que vemos vai além disso. JÁ VIROU OBSCESSÃO.

Recentemente, o Vasco da Gama tem enfrentado uma temporada horrenda. Ontem contra o Flamengo, seu maior rival, perdeu por 2 a 1 e está eliminado do primeiro turno do campeonato carioca, concretizando um inicio de temporada catastrófico. O desamor da torcida cruzmaltina ano a ano só aumenta, e isso advém de uma crise que se arrasta desde o período Eurico Miranda. ESSE é o ponto a ser tocado. A administração do Miranda foi pautado por escândalos fiscais, consequentemente, pouco investimento no clube, que, dos grandes da Série A, tem uma das piores estruturas.

Mas, existem reações extremas, que não são nada compreensíveis. Como um torcedor que tentou se jogar da estrutura mais alta do estádio, na partida que decidiu o rebaixamento da equipe em 2008.

A reação do torcedor vascaíno dar-se por uma indignação de há tantos anos o time apresentar-se com um nível de futebol baixo, e, por isso, nada vitorioso. Fora os exemplos extremistas, as outras formas de reações são perfeitamente compreensíveis.

Mas o que se ver em outras equipes não dá para tolerar.

Exemplo, o Cruzeiro entrou em campo ontem pela primeira rodada do Campeonato Mineiro contra o Caldense. O time criou muitas oportunidades de gol desde o inicio do jogo, mas a bola não entrava. "Impaciente", aos 30 MINUTOS DO PRIMEIRO TEMPO, a torcida vaia o meia Gilberto, e pede a entrada de Roger Flores. Este ultimo, durante a semana se envolveu em uma polêmica com o técnico da equipe celeste, Cuca, ao reivindicar contundentemente sua titularidade. A atitude de Roger é condenável, pois o jogador precisa, primeiro respeitar a decisão do técnico, e segundo, fazer por onde ser titular, se superar como atleta. Além disso, o técnico Cuca afirmou que não foi procurado pelo jogador sobre isso, e que se surpreendeu com as afirmações do jogador na coletiva de imprensa. Ou seja, Roger quis jogar o técnico contra a torcida, e foi o que aconteceu durante a partida.

Saindo da polêmica Flores, a torcida Celeste não tinha motivo algum para agir daquela forma, pois o time jogava bem, só não concretizava da forma esperada, mas isso era, simplesmente, nervosismo da estreia, tanto que a equipe venceu por 3 x 0 o jogo. Fora que o time vive uma época vitoriosa, com 5 títulos mineiros (2003, 2004, 2006, 2008, 2009), 1 título do campeonato brasileiro (2003), 1 vice-campeonato da Libertadores (2009) e 1 vice-campeonato brasileiro (2010), diferente do Vasco que já não ganha nada há muito tempo. Ou seja, a cobrança sempre existirá, mas é importante o apoio da torcida para que os resultados venham com mais facilidade. O apoio é, sem dúvida, a maior prova de amor que um torcedor pode prestar para seu clube.

Existem muitos exemplos na história do futebol de apoio da torcida. Este fim de semana, pela Copa da Inglaterra, o Tottenham perdia para o Fulham por 4 a 0 e estava sendo eliminado. Mas, mesmo assim, a torcida do Tott' não parava de apoiar o time, cantando o hino, acreditando, apesar do placar adverso, na possibilidade da virada. O jogo não se inverteu, o placar permaneceu adverso, mas este ato da torcida deve servir de exemplo para o futebol brasileiro, que tem poucos exemplos a dar a esse respeito.

Agora, voltando ao assunto da administração dos clubes. Tem sido rotineiro ver os clubes trocarem de técnicos depois de sequências de derrotas (no campeonato brasileiro é um técnico por rodada, em média). Mas é preciso analisar que muitas vezes a negligência impera no setor administrativo, ao realizarem contratações que não estão a altura da necessidade do clube, e disso o Vasco é campeão, ou de não contratar quase ninguém e no máximo usar dos jogadores da base do clube, o que, na minha opinião, é um crime delegar a responsabilidade da titularidade a um garoto que tem pouca experiência com a pressão da torcida, uma vez que essa cobrará dele da mesma forma como cobra de um experiente jogador. Claro que jogadores como foi Pelé ou como foi com o Ganso, Neymar, entre outros, souberam lidar com a pressão e se tornaram profissionais muito cedo. Só que nem sempre é assim, e muitas vezes, essa atitude inibe o desenvolvimento do jogador que ainda está em potencial. No fim, com a má gestão, os resultados fatalmente não virão, o clube é cobrado pela torcida, que quer mudanças e o técnico é o primeiro a ser mandado embora. Lógico, ele é o incompetente e não a diretoria que não quis liberar verbas para contratações (ironia).

Sobre isso, José Mourinho, enxergou a necessidade de um atacante de área para o Real Madrid e requisitou a verba para a diretoria, que se recusou e liberar. O técnico fez um ultimato, dizendo que sua permanência estava apoiada nessa contratação, ou seja, se ela não acontecer, ele sai.

Ano passado, o Flamengo enfrentou muitas polêmicas extra-campo, tá certo, mas nada justifica Val Baiano, Josiel e C.Borja, como reforço no ataque, logo, porque, com o status de time mais popular do Brasil, o rubro-negro carioca é campeão de patricínio, e foi assim que os atacantes Adriano e Wagner Love foram bancados. E felizmente para a torcida, este ano, Patrícia Amorim, presidente do clube, investiu pesado em reforços, um deles, Thiago Neves, que já estreiou com golaço.

No passado do Corinthians, um superintende extrangeiro, Kia, foi o responsável pelas contratações dos argentinos Carlitos Tevez e Mascherano, jogadores do alto escalão do futebol mundial atualmente, mas que na época eram jovens promessas de alto custo, salarial e passe. Mas, descobriu-se que o superintedente estava envolvido em esquemas sujos de sonegação fiscal, chegando até a roubar o clube, que ficou em uma tremenda crise financeira. A solução foi se desfazer do elenco, montando uma equipe de custo menor, o que o levou ao rebaixamento em 2007.

Enfim, vira e mexe o futebol brasileiro entra em rota de colisão. É preciso saber torcer, saber investir, porque jogar a gente sabe.